MÓDULO 4.6 · Trilha 4 · Avançado & cross-ambiente

🏭 Montando seu sistema

Tudo que você aprendeu vira uma fábrica real: biblioteca de especialistas, pacote inicial, templates prontos, checklist de produção — e um grande recap do curso inteiro.

10
Blocos
7
Tópicos
~35 min
Duração
Finale
Módulo final

Você chegou ao final da trilha — e do curso. Agora não é hora de aprender mais conceitos: é hora de montar o seu sistema. Neste módulo você vai construir sua biblioteca pessoal de subagentes, partir de um pacote inicial pronto, aprender os templates que economizam horas e revisar em uma tela tudo que o curso ensinou. No fim, um projeto final: criar sua própria suíte de agentes do zero.

🤖 ORQUESTRADOR sua sessão principal delega → coleta → sintetiza 🔒 security-auditor analisa vulnerabilidades 🧪 test-runner roda e interpreta testes 📝 doc-writer documenta código e APIs 🗄️ db-expert otimiza queries e schema 🔥 plan-roaster critica planos e decisões ✅ Resultado Integrado relatório unificado + ações Sua Fábrica de Especialistas — cada agente é um .md na sua biblioteca

Conteúdo detalhado

1

🗄️ Sua biblioteca de especialistas

Agentes são arquivos. Arquivos se organizam. Organização vira poder.

O que é

Uma biblioteca de especialistas é um conjunto de arquivos .md com definições de subagentes que você mantém e evolui. Cada arquivo é um "funcionário" com nome, escopo, ferramentas e restrições bem definidos. A biblioteca fica em dois lugares: ~/.claude/agents/ (disponível em todos os projetos) e .claude/agents/ dentro de cada projeto (específica do repositório).

Por que montar sua biblioteca

  • Evita reescrever o mesmo sistema prompt toda vez — chame o agente pelo nome
  • Agentes bem definidos cometem menos erros de escopo — sabem o que não devem fazer
  • Evolui com o tempo: corrija um agente ruim uma vez e todos os projetos se beneficiam
  • Equipes podem compartilhar a biblioteca via git — padrão organizacional emergente

Conceitos-chave

Global (~/.claude/)
Disponível em qualquer projeto. Ideal para especialistas universais (security, docs, test).
Local (.claude/ do projeto)
Especialistas do domínio: db-expert da sua stack, reviewer do seu guia de estilo.
Versionado (git)
Commite .claude/agents/ junto com o código. Mudança de agente = PR como qualquer outra.
2

📦 Pacote inicial — 5 agentes para começar hoje

security-auditor · test-runner · doc-writer · db-expert · plan-roaster

O que é

Um conjunto de cinco agentes que cobre os casos de uso mais comuns em desenvolvimento de software. Eles são genéricos o suficiente para qualquer stack, mas específicos o suficiente para serem úteis sem personalização. Copie, ajuste os detalhes do seu projeto (nomes de banco, frameworks, convenções de teste) e você tem uma suíte funcional em minutos.

Por que esses cinco

🔒
security-auditor
Vulnerabilidades, secrets expostos, SQL injection, XSS — lê código, nunca executa.
🧪
test-runner
Roda testes, interpreta falhas, sugere correções sem tocar no código de produção.
📝
doc-writer
JSDoc, docstrings, README, changelog — escreve, nunca refatora o código.
🗄️
db-expert
Explica queries, sugere índices, revisa migrations — nunca executa DDL/DML.
🔥
plan-roaster
Critica planos de implementação, aponta riscos, faz o papel do advogado do diabo — sem modificar código.

Conceitos-chave

✓ Princípios do pacote inicial
  • Ferramentas mínimas (só o necessário)
  • Restrições explícitas ("nunca executa X")
  • Escopo bem delimitado por agente
  • Formato de saída especificado
✗ Evite neste primeiro pacote
  • Agentes que fazem tudo (sem foco)
  • Permissões de escrita sem motivo
  • System prompts com mais de 200 linhas
  • Dependências circulares entre agentes
3

📐 Templates prontos para sua suíte

Frontmatter + corpo em minutos, não horas.

O que é

Um template de agente tem três partes: o frontmatter YAML (metadados que o Claude Code lê), o system prompt (como o agente deve se comportar) e os exemplos de uso (opcionais mas muito úteis). Um bom template é um atalho para novos agentes — você preenche as partes variáveis e tem um agente funcional em 5 minutos.

Por que usar templates

  • Consistência: todos os agentes da suíte têm a mesma estrutura de saída
  • Velocidade: novo agente em 5 min sem pensar na estrutura
  • Onboarding: colaborador novo entende a convenção sem documentação extra

Conceitos-chave — anatomia do template

Frontmatter YAML
name, description, tools, model (opcional), disallowedTools
System Prompt (# Seção)
Papel, objetivo, restrições obrigatórias, formato de saída esperado
Exemplos de uso
Quando usar, quando NÃO usar, casos limítrofes — economiza muito tempo
4

✅ Checklist de produção

Antes de colocar um agente em uso real, passe por esta lista.

O que é

Um checklist é o último filtro antes de um agente virar parte da sua biblioteca permanente. Cobre segurança (ferramentas mínimas, sem permissões desnecessárias), qualidade (system prompt claro, formato de saída definido) e operação (quem chama, quando, o que acontece se falhar).

Por que usar um checklist

1. Segurança primeiro
Revise cada ferramenta: ela é realmente necessária? O agente pode causar dano se mal-instruído?
2. Clareza do escopo
Alguém que nunca viu o agente consegue entender o que ele faz em 30 segundos?
3. Formato de saída
A saída é parseável? O orquestrador sabe o que esperar?
4. Teste com caso real
Rode em um caso concreto antes de considerar pronto. Falhas revelam lacunas no system prompt.
5. Documentação mínima
Adicione ao frontmatter: quando usar e quando NÃO usar. Economiza dúvidas futuras.
⚠️
Armadilha comum
Agentes com Bash sem restrição de subprocessos podem criar loops ou consumir recursos inesperadamente. Sempre teste em ambiente isolado primeiro.

Conceitos-chave — o checklist resumido

Ferramentas são o mínimo necessário
disallowedTools listados se aplicável
System prompt ≤ 150 linhas
Formato de saída especificado
Testado com caso real
Quando NÃO usar documentado
5

🔀 Projeto × Global na prática

O que vai para ~/.claude/ e o que fica em .claude/?

O que é

O Claude Code resolve agentes em dois escopos: global (~/.claude/agents/) e local (.claude/agents/ do projeto). Se um agente existe nos dois lugares com o mesmo nome, o local sobrescreve o global — permitindo "sobrescrever" especialistas genéricos com versões adaptadas ao projeto sem remover o global.

Por que isso importa na prática

~/.claude/agents/ (Global)
  • • security-auditor genérico
  • • doc-writer universal
  • • plan-roaster padrão
  • • Agentes de uso pessoal constante
.claude/agents/ (Projeto)
  • • db-expert da stack do projeto
  • • test-runner com o framework certo
  • • style-reviewer do guia do time
  • • Agentes específicos do domínio
💡
Dica prática: hierarquia de override
Comece com o agente genérico no global. Quando um projeto tiver necessidades específicas, crie uma versão local com o mesmo nome. O Claude Code usa o local automaticamente — sem configuração.

Conceitos-chave

Override por nome
Local sobrescreve global com mesmo filename.
Versionamento
Agentes locais vão pro git. Globais ficam na máquina do dev.
Convenção de nome
Use kebab-case. Nome=identidade. Evite nomes genéricos como "helper".
6

🧠 Recap geral — o curso em uma tela

Tudo que importa, em frases de uma linha.

O que é

Este é o slide 18 — a tela de encerramento do curso. Cada regra abaixo resume um conceito inteiro que você estudou. Se uma delas soar estranha, é sinal de qual módulo revisitar. Se todas fizeram sentido imediato, você terminou o curso com o mapa mental certo.

slide-18.md — Subagentes: o curso em uma tela ilustrativo

🤖 Subagentes: o que fica

01 Coisa rápida? → Chat direto. Sem overhead.
02 Tarefa pesada? → Subagente. Isola contexto.
03 Time compartilhado?.claude/agents/
04 Só você usa?~/.claude/agents/
05 Economizar tokens? → Frota barata + líder esperto.
06 Melhor resultado? → Revisor fresco no final.
07 Job gigante? → Workflow dinâmico — com cuidado.
08 Na dúvida: "é pilha que nunca vou reler?" → subagente.

— fim do curso · AutomationsAI/subagentes —

Por que recap em uma tela funciona

  • Mapa mental compacto — quando em dúvida no trabalho real, releia as 8 regras
  • Cada regra aponta para módulos do curso para aprofundamento
  • Facilita compartilhar o aprendizado com um colega em minutos
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🚀 Próximos passos

O que fazer depois que o curso terminar.

O que é

O curso deu o mapa. Os próximos passos são o território. A prática real com subagentes acontece em projetos reais — com erros reais, iterações e descobertas que nenhum curso pode simular. Esta seção aponta onde ir a partir daqui.

Por que agir imediatamente importa

O conhecimento de subagentes decai rápido se não for aplicado. A janela de melhor assimilação é as primeiras 48h após o curso. Use esse momentum.

48h
Crie seu pacote inicial
5 agentes do projeto atual
1 sem
Use em produção
1 tarefa real por dia com subagente
1 mês
Revise e refine
Quais agentes sobreviveram? Quais morreram?

Conceitos-chave — onde continuar

Documentação do Claude Code: atualizações constantes em hooks, MCP servers e novas formas de orquestração
Comunidade: compartilhe sua biblioteca — agentes bem feitos viram referência para outros
Experimentação: o campo evolui rápido. O que funciona hoje pode ter padrão melhor em 6 meses

📄 Exemplo real — pacote de 5 agentes (.md)

Cinco arquivos prontos para copiar para ~/.claude/agents/ ou .claude/agents/:

# ~/.claude/agents/security-auditor.md
---
name: security-auditor
description: Audita código em busca de vulnerabilidades de segurança. Use para revisar PRs críticos, módulos de autenticação, inputs de usuário. NÃO use para refatoração.
tools:
  - Read
  - Bash  # somente leitura — sem escrita de arquivo
disallowedTools:
  - Write
  - Edit
---

# Security Auditor

Você é um especialista em segurança de aplicações. Sua única função é revisar código e apontar vulnerabilidades.

## O que você faz
- Identifica SQL injection, XSS, CSRF, secrets expostos, dependências com CVE
- Classifica cada achado: CRÍTICO / ALTO / MÉDIO / BAIXO
- Sugere correção específica para cada achado

## O que você NÃO faz
- Não modifica arquivos
- Não sugere refatoração fora do escopo de segurança
- Não executa código de produção

## Formato de saída
```markdown
## Relatório de Segurança — [arquivo/PR]
### Achados
| Severidade | Linha | Descrição | Correção sugerida |
```
# ~/.claude/agents/test-runner.md
---
name: test-runner
description: Roda suítes de teste, interpreta falhas e sugere correções. Ideal para CI debug e TDD. Use ANTES de mergear.
tools:
  - Bash
  - Read
disallowedTools:
  - Write
  - Edit
---

# Test Runner

Roda testes, lê a saída e explica cada falha em linguagem humana. Sugere correção mas não aplica.

## Regras
- Rode sempre com `--no-coverage` para velocidade na primeira passagem
- Agrupe falhas por módulo (não por arquivo)
- Priorize: build breaks > falhas de lógica > warnings
# ~/.claude/agents/doc-writer.md
---
name: doc-writer
description: Gera documentação técnica (JSDoc, docstrings, README, CHANGELOG). Use após implementação. NÃO faz refatoração.
tools:
  - Read
  - Write   # só para arquivos de documentação (.md, comentários)
---

# Doc Writer

Especialista em documentação técnica. Lê código e gera docs claros, concisos e atualizados.

## Convenções
- JSDoc para funções públicas
- Docstrings para funções com lógica não-óbvia
- README: instalação, uso, exemplos mínimos
- CHANGELOG: formato Keep a Changelog
# .claude/agents/db-expert.md   (local — adapte ao projeto)
---
name: db-expert
description: Especialista em banco de dados do projeto. Revisa queries, migrations e índices. NÃO executa DDL/DML.
tools:
  - Read
  - Bash    # apenas queries SELECT em banco de dev
disallowedTools:
  - Write
---

# DB Expert — [nome do projeto]

Stack: PostgreSQL 15, Prisma ORM, ambiente dev em localhost:5432.

## O que faço
- Analiso N+1, missing indexes, cartesian products
- Reviso migrations antes do deploy
- Explico planos de execução (EXPLAIN ANALYZE)

## Formato de resposta
Para cada problema: impacto estimado + query corrigida + índice sugerido.
# ~/.claude/agents/plan-roaster.md
---
name: plan-roaster
description: Critica planos de implementação com ceticismo construtivo. Use antes de qualquer tarefa complexa. NÃO modifica código.
tools:
  - Read
disallowedTools:
  - Write
  - Edit
  - Bash
---

# Plan Roaster

Você é o advogado do diabo técnico. Lê planos e aponta o que vai dar errado.

## Como você opera
1. Lê o plano completo
2. Lista suposições implícitas (as mais perigosas)
3. Aponta pontos de falha: edge cases, dependências externas, rollback difícil
4. Sugere perguntas que o autor deveria responder antes de começar

## Tom
Direto e útil. Não pessimista por natureza — só realista.

💬 Prompts prontos

Prompt 1 — Gerar suíte inicial do projeto atual
Analise este projeto e crie para mim 5 subagentes personalizados para .claude/agents/. Para cada um: identifique o papel que mais falta, defina ferramentas mínimas e restrições explícitas. Formato: um bloco de código por arquivo .md, pronto para copiar. Comece pelo mais impactante.
Prompt 2 — Revisar um agente existente com checklist de produção
Leia o arquivo .claude/agents/[nome].md e aplique o checklist de produção: ferramentas são mínimas? restrições explícitas? escopo claro em 30s? formato de saída definido? Aponte problemas e sugira versão corrigida.
Prompt 3 — Dispatcher orquestrador para a suíte completa
Usando os subagentes disponíveis (security-auditor, test-runner, doc-writer, db-expert, plan-roaster), monte um workflow para revisão completa antes de PR: rode os agentes relevantes em paralelo, colete resultados e gere um relatório unificado com ações prioritárias. Comece pelo plano antes de executar.
🎯

Projeto Final

Desenhe e crie sua própria suíte de subagentes

O que fazer

  1. Escolha um projeto real que você tem ou está desenvolvendo.
  2. Identifique os 3 gargalos recorrentes no seu workflow (exemplos: "reviso segurança manualmente", "testo na mão", "demouro muito para documentar").
  3. Para cada gargalo, projete um subagente: nome, ferramentas, restrições, formato de saída.
  4. Crie os arquivos .md em .claude/agents/ do projeto.
  5. Teste cada agente em um caso real e documente o que funcionou e o que ajustou.
  6. Escreva um parágrafo: "Minha suíte faz X. Antes eu demorava Y. Agora levo Z."

✓ Critérios de conclusão

  • ≥ 3 arquivos .md criados e funcionais
  • Cada agente passou pelo checklist de produção
  • Cada agente testado em caso real (não simulado)
  • Parágrafo de impacto escrito e honesto
  • Pelo menos 1 agente commitado no repositório

✗ O exercício não vale se

  • Os agentes foram apenas imaginados, não criados
  • Nenhum foi testado com tarefa real
  • O "projeto" é um hello world criado só para o exercício
  • O parágrafo de impacto foi gerado por IA sem revisão honesta
🤖
🔧
🎯
🏆

Você concluiu o curso Subagentes!

Você foi de "o que é um subagente" até montar sua própria fábrica de especialistas. Esse é um dos conjuntos de habilidades mais valiosos do desenvolvimento com IA em 2026 — e você tem o mapa completo.

T1
Fundamentos
O que são, como funcionam
T2
Prática
Criando e invocando
T3
Intermédio
Padrões e composição
T4
Avançado
Escala e seu sistema

"Um subagente bem feito é um colega que nunca esquece, nunca cansa e nunca ultrapassa seu escopo."

— Princípio central do curso

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📋 O que você aprendeu neste módulo

Como organizar uma biblioteca de especialistas
O pacote inicial: 5 agentes prontos para uso
Templates que eliminam retrabalho na criação
Checklist de produção para agentes confiáveis
Quando usar global vs local (projeto)
O recap geral do curso em 8 regras
Próximos passos com janela de 48h, 1 semana, 1 mês
Projeto final: sua suíte real de subagentes